segunda-feira, 3 de março de 2008

Deputado cearense critica independência do Senado Federal

O Povo, por Giselle Dutra:
Deputado quer extinção do Senado
O deputado federal cearense Ariosto Holanda levanta o debate sobre a extinção do Senado - bandeira levantada pelo PT desde sua criação

"O que revoltou a mim e outros parlamentares é que mais de 400 deputados representando o povo vota pela CPMF, porque eram recursos destinados à aplicação direta no social, na educação, no bolsa família. De repente, chega o Senado com 40 senadores, alguns suplentes, e derrubam o que os deputados votaram a favor", reforçou [Ariosto].

O deputado questiona como os senadores - citando os do PSDB e DEM , que são de oposição -, que representam os estados, não ouviram as apelações de governadores os de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. "Para defender interesses pessoais ou da nação?", criticou.

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Pelo visto, a moda de menosprezar as instituições republicanas e democráticas está se alastrando. Num dia Lula ataca o Judiciário, noutro o seu partido escala um deputado para atacar o Senado Federal, propondo sua extinção, advertindo-o de que um dos motivos é o fato de que os senadores não atenderam as vontades do governo. A supresa é que o arauto do autoritarismo tenha sido o deputado federal Ariosto Holanda (PSB), um político de tem trabalho para apresentar.

Os deputados representam o povo, é verdade. Mas isso é estabelecido de forma proporcional. Estados que possuem mais eleitores, têm mais deputados. Assim, na Câmara, São Paulo e Rio de Janeiro têm maior poder de representação do que o Acre e o Piauí, por exemplo. E como ficam as questões regionais? Como compensar esse desequilíbrio? Adivinhem... Para isso temos o Senado, que representa os Estados. Acre e Rio de Janeiro possuem, cada um, três representantes e pronto.

Mas isso não interessa a Ariosto. Para ele, o problema mais grave é que os senadores, especialente os da oposição, não agiram como funcionários dos governos estaduais, demonstrando não ter fidelidade ao Poder Executivo.

A postura do deputado é lamentável. Cabe a ele e ao governo a que serve com tanto escrúpulo aceitarem as derrotas impostas, por meios democráticos, legais e legítimos, no Senado ou em qualquer outra instância aprovada pela Constituição. Cada dia que passa os governistas se sentem mais a vontade para estimular o discurso chavista no Brasil, sem se preocuparem com os princípios que regem o direito à divergência política. Para eles, a democracia só vale quando eles ganham e fazem o que querem.

2 comentários:

Anônimo disse...

o deputado ariosto tem um "faro" refinado para se aliar ao poder. no primeiro mandato do tasso foi demitido, juntamente com o eudoro santana, por incompetência, segundo o próprio tasso. mesmo assim apoiou o ciro gomes, indicado pelo tasso, depois apoiou o próprio tasso duas vezes e foi novamente seu secretário. depois apoiou o lúcio, aí seu "faro" sentiu que o cid ganharia a eleição e já passou a apoiá-lo. agora é governo municipal, estadual e federal. o velho sandoval bastos tinha razão, o ariosto não muda de lado, quem muda é o governo!!!

Reginaldo Almeida disse...

Ariosto Holanda é de um servilismo canino. Recordo-me deste senhor nos tempos que ainda votava no Ceará, e que meu finado pai o tinha em certa conta.

Infelizmente o meu pai estava errado, e este senhor é de uma silenciosa irrelevância, junto com outros tantos como Pinheiro Landim, o próprio boquirroto Ciro Gomes, e umaoutra súcia de parlamentares.